quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Catas Altas

Praça da Matriz - Catas Altas. Fonte: Cachumania

       Pequena, aconchegante, pacata. Essas poderiam ser as primeiras impressões de qualquer um que ouvisse falar sobre Catas Altas. Mas essa cidade, ou melhor, cidadezinha pode revelar muito mais que isso para qualquer um que queira conhecer de perto seus encantos. Cidade erguida no Ciclo do Ouro, no século XVIII, ela ainda possui uma atmosfera tranqüila e belezas singulares.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Fonte: Cachumania.

       A chegada à cidade impressiona. A serra do caraça que emoldura a silhueta da paisagem é de tirar o fôlego, mesmo para nós, mineiros, acostumados com as montanhas sempre presentes. Parece um vilarejo, ainda respirando o século XVIII. Seu casario histórico, sua igreja matriz, seu povo receptivo e muito simples e suas belezas naturais, claro!

       A visita ao centro histórico foi rápida, um passeio pela a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, construída há 300 anos em estilo rococó e ainda inacabada, mesmo assim, linda! Ao redor da igreja, diversas casas e pequenos estabelecimentos comerciais, tudo acontece ao redor da praça da matriz!

O passeio pelas ruas cheias de história dá lugar à procura pelas cachoeiras. Uma visita rápida ao Centro de Informações ao Turista nos permite ter idéia da quantidade de cachoeiras do local. Muitas não são possíveis serem visitadas sem a companhia de guias, então, priorizamos as mais próximas do centro.

       A primeira a ser encontrada foi a Cachoeira da Santa. Localizada na subida da serra, a primeira impressão é de ser uma cachoeira artificial. Sua queda fina e singela através do paredão de pedra é simples, mas não pouco bela. Seu poço é raso e ideal para passeios em família. O contraste entre períodos de estiagem e chuvoso podem impressionar!

Cachoeira da Santa em período de "cheia". Fonte: Cachumania.
       Após rápido passeio, fomos em direção à Cachoeira do Meio. Queda d’água de difícil acesso, o caminho passa por um pequeno riacho com muitas pedras e é necessário cuidado para evitar quedas. O caminho proporciona lindas vistas. A queda escorre por uma parede de pedra que impressiona pela altura e pelo caminho traçado pela água. Alguns pequenos poços permitem o banho mas são realmente muito pequenos.

       A terceira cachoeira encontrada foi a do Maquine. Queda livre impressionante que, infelizmente termina em um poço remodelado para abastecer a cidade. É muito difícil descer até o poço (façanha que não conseguimos realizar!). As valas construídas para levar a água até a cidade pode fazer do banho no local uma atividade perigosa e que se exige muito cuidado. Mesmo assim, a queda impressiona!

Cachoeira Maquiné. Fonte: Cachumania.


       O bicame de pedra veio logo a seguir. Antigo aqueduto da época colonial, as construção ainda conserva parte do seu sistema de transporte de água e de sua engenharia. Vale muito a pena se visto e percorrido. 

Bicame de Pedra. Fonte: Cachumania
       Confesso que aqui estou descrevendo duas visitas realizadas em épocas diferentes do ano. A primeira foi realizada em abril de 2010 e a segunda em setembro. A diferença entre os períodos é significativa!

Serra do Caraça. Pico de Catas Altas. Fonte: Cachumania.

       Em todo o trajeto é possível presenciar a atividade extrativista que está intrinsecamente ligada à história da região. Mesmo assim, é triste ver tantos cortes na serra, riachos sujos e restos deixados pelas mineradoras. Cuidar desse patrimônio histórico e natural é dever de todos e muitas vezes negligenciado por muitos. Um pena! Não podemos perder essas belezas em nome do lucro inconseqüente!
       Mesmo assim, Catas Altas é um roteiro maravilhoso! Seus restaurantes que variam do simples prato feito a um elaborado prato de um cardápio internacional, a cidade oferece roteiros para todos os gostos. Vale a pena desfrutar desse paraíso o retorno será grandioso!